ANTIDEPRESSIVOS

 

    O remédio promove alívio, mas não aprofunda o conhecimento em relação ao sofrimento. O medicamento, neste caso, seria como um anestésico que te impede de entrar em contato com a dor e dificulta a percepção de um caminho mais saudável.
    É como se o sujeito fosse para o bar beber toda vez que se sentisse angustiado. No dia seguinte o incômodo permanece.
   O remédio pode promover uma reconfiguração no comportamento e no padrão de respostas, porém, somente aliado à psicoterapia poderá criar um novo padrão de consciência, atitude e percepção da vida.

 

Abraços

 

Alexandre Salvador

Psicólogo Clínico e Psicoterapeuta Corporal

CRP-05/46554

 

 

Antidepressivos sem terapia não têm efeito, aponta pesquisa

 

by Redepsi on 20 de janeiro de 2014 in Notícias

 

 

    Os estudos mais recentes vêm mostrando que os antidepressivos restauram a capacidade de determinadas áreas do cérebro a fim de contornar rotas neurais cujo funcionamento não está normal, mas essa mudança só trará benefícios se acompanhada de uma mudança do paciente – mudança esta obtida através da psicoterapia.

Essa mudança no “hardware” do cérebro só trará benefícios se houver uma mudança no “software” – o comportamento do paciente – algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante a psicoterapia ou terapias de reabilitação; O alerta está sendo feito pelo neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque (Finlândia).

 

Plasticidade cerebral

 

    Milhões de pessoas em todo o mundo tomam antidepressivos seguindo receitas de seus médicos, e as empresas farmacêuticas têm faturado bilhões de dólares vendendo essas drogas.

    “Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas,” pontuou o pesquisador.

     Pesquisas em modelos animais demonstram que os antidepressivos não são uma cura por si só; Em vez disso, o seu papel é o de restaurar a plasticidade no cérebro adulto.

     Os antidepressivos reabrem uma janela da plasticidade cerebral, que permite a formação e a adaptação de conexões cerebrais através de atividades específicas e observações do próprio paciente, de forma semelhante a uma criança cujo cérebro se desenvolve em resposta a estímulos ambientais. Quando a plasticidade cerebral é reaberta, problemas causados por “falsas conexões” no cérebro podem ser tratadas – por exemplo, fobias, ansiedade, depressão etc.

     A equipe do Dr. Castrén mostrou que os antidepressivos sozinhos não surtem efeitos para esses problemas. Quando antidepressivos e psicoterapia são combinados, por outro lado, obtém-se resultados de longa duração.

“Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas,” disse o pesquisador. A necessidade de terapia e tratamento medicamentoso também pode explicar porque os antidepressivos às vezes não têm efeito. Se o ambiente e a situação do paciente permanecerem inalterados, a droga não tem capacidade para induzir mudanças no cérebro, e o paciente não se sente melhor.

 

Fonte: http://www.redepsi.com.br/2014/01/20/antidepressivos-sem-terapia-nao-tem-efeito-aponta-pesquisa/

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